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Igreja Anglicana pede perdão por ter sido cúmplice com escravidão

09 de fevereiro de 2006 09h52

A Igreja Anglicana pediu oficialmente perdão por sua cumplicidade durante vários séculos com o tráfico de escravos.

O Sínodo Geral da Igreja publicou ontem à noite um comunicado em que pede desculpas à luz do que qualifica de "participação no comércio de escravos e as demandas cristãs de arrependimento e pesar".

Essa confissão se antecipou ao bicentenário em 2007 da lei de 1807 que aboliu o tráfico de escravos na Grã-Bretanha. A lei foi aprovada após várias tentativas do abolicionista William Wilberforce, que era membro da Igreja Anglicana.

A Igreja foi cúmplice no comércio de escravos africanos durante mais de 300 anos.

Uma plantação em Barbados, atualmente transformada em um colégio de teologia, recebeu na época da escravidão centenas de escravos que tinham a palavra "Society" marcada no peito, em referência à Sociedade para a Propagação do Evangelho no Exterior.

Em 1760, o então arcebispo de Canterbury, Thomas Secker, escreveu uma carta em que lamentava a rápida diminuição do número de escravos nas plantações da Igreja e pedia novos "fornecimentos".

O arcebispo de York, John Sentamu, de origem africana, lembrou ao Sínodo anglicano que seus próprios antepassados tinham sido escravos.

EFE
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