O porta-voz do Ministério afegão do Interior, Yousuf Stanizai, disse que cerca de 400 pessoas se concentraram perto da base dos Estados Unidos, e que a Polícia respondeu ao ataque. Durante a semana, violentos protestos contra as polêmicas caricaturas do profeta do Islã resultaram em ataques a bases de soldados estrangeiros no Afeganistão e representações diplomáticas.
Pelo menos dez pessoas morreram desde segunda-feira nesses incidentes, a maioria em resposta das forças de segurança afegãs ou tropas estrangeiras ao responder os ataques.
Hoje, o Conselho dos Ulemás do Afeganistão reivindicou o fim da violência e condenou as caricaturas de Maomé, consideradas ofensivas pela comunidade islâmica. Seus membros afirmaram que o Islã permite as manifestações, mas que não resultem em atos violentos.
Ontem, uma multidão tentou invadir uma base da Otan sob comando norueguês em Meymaneh (noroeste do Afeganistão), em um grave ataque que deixou quatro mortos e 25 feridos, entre eles dois soldados noruegueses e dois finlandeses.
As charges de Maomé foram publicadas no jornal conservador dinamarquês Jyllands-Posten em 30 de setembro e posteriormente em uma publicação norueguesa. Vários jornais europeus também publicaram o material para defender a liberdade de imprensa.
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.