Não ocorrerão negociações, mas Teerã será ouvido. A reunião é uma última tentativa do Irã de evitar que os três países levem a questão ao Conselho de Segurança da ONU, o que poderia resultar em sanções econômicas.
A visita do vice-chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Avad Vaeedi, acontece quatro dias antes de uma reunião extraordinária do Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), na qual o UE-3 (grupo que reúne França, Alemanha e Reino Unido) pretende conseguir consenso para levar o Irã ao Conselho de Segurança.
Os ministros de Assuntos Exteriores da UE se reúnem também hoje em Bruxelas para debater o tema e está previsto que esta tarde os representantes do UE-3 - junto com o alto representante da União Européia para a Política Externa e de Segurança Comum, Javier Solana - realizem consultas em Londres com os ministros da China e da Rússia.
Os dois países, que são contra o confronto com o Irã, fazem parte do Conselho de Governadores da AIEA e do Conselho de Segurança, onde têm direito a veto.
A UE pretende conseguir o maior consenso internacional possível para levar o Irã ao Conselho de Segurança, que pode adotar sanções. No entanto, o bloco ressaltou que não busca sanções ou pôr fim ao processo dentro da AIEA, mas reforçar sua autoridade através do apoio do Conselho de Segurança da ONU às resoluções do órgão nuclear para obrigar a Teerã a cumpri-las.
A UE não questiona o direito do Irã em utilizar a energia nuclear para fins pacíficos em virtude do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), mas exige "transparência" e medidas de confiança sobre o caráter pacífico de seu programa.
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