Bush pode estar ganhando a confiança dos norte-americanos |
A pesquisa entrevistou 855 adultos nos dias seguintes ao discurso de George W. Bush sobre o Estado da União, na terça-feira. O resultado mostrou um aumento nos índices de aprovação sobre a maneira como Bush lida com a questão iraquiana.
Cerca de 61% dos entrevistados apoiaram a Casa Branca, 11 pontos percentuais acima do índice registrado na última pesquisa do grupo, divulgada em 20 de janeiro. O apoio por uma ação militar para derrubar o presidente iraquiano Saddam Hussein aumentou 9 pontos percentuais, para 66%.
O número daqueles que apóiam "fortemente" uma ação militar foi de 48%, enquanto 18% se diziam fortemente contra a guerra.
O secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, deve aparecer perante o Conselho de Segurança da ONU na quarta-feira para apresentar provas sobre as supostas armas de destruição em massa do Iraque, e para reunir apoio para uma ação militar para desarmar Bagdá.
Na pesquisa, 51% dos entrevistados se disseram favoráveis a atacar o Iraque mesmo sem o apoio das Nações Unidas. Essa foi a primeira vez que uma maioria se declarou a favor disso.
Com relação à questão das provas, 54% acham que o governo Bush já apresentou evidências suficientes para garantir um ataque, embora 57% disseram que gostariam de ver mais provas.
A pesquisa foi feita por telefone entre 30 de janeiro e 1 de fevereiro. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.
Iraque matará 1 milhão em caso de desembarque aéreo
Ontem, Saddam Hussein afirmou que seu exército é capaz de matar 1 milhão de soldados norte-americanos caso haja desembarque aéreo perto de Bagdá. Sexta-feira o presidente dos Estados Unidos George W. Bush disse que é uma questão de semanas e não de meses um ataque ao Iraque, caso o Iraque não comece a se desarmar.
Saddam Hussein está fazendo várias reuniões com seus chefes militares desde o começo de janeiro, enquanto Washington continua reunindo tropas na região para um possível ataque. O vice-presidente iraquiano, Taha Yassin Ramadan, disse que serão realizados atentados suicidas fora do Iraque se os Estados Unidos atacarem.
O chefe dos inspetores de armas da ONU, Hans Blix, viajará ao país no dia 8 de fevereiro. Blix e Mohamad ElBaradei, chefe dos especialistas em armas nucleares, foram convidados por autoridades iraquianas após o relato que fizeram na última segunda-feira ao Conselho de Segurança. Eles disseram que o Iraque não forneceu informações suficientes para ajudá-los a verificar se Bagdá ainda mantém um arsenal de armas de destruição em massa.
Redação Terra