Deputados vão ao Iraque em missão de paz

01 de fevereiro de 2003 • 21h22 • atualizado em 02 de fevereiro de 2003 às 10h19

Quatro deputados que tomaram posse ontem viajariam para o Iraque em uma missão pela paz. Eles vão se juntar a outros 25 parlamentares de várias partes do mundo que integram o Fórum Parlamentar Mundial. O objetivo é verificar as condições de vida da população iraquiana.

O deputado Orlando Fantazzini (PT-SP), que vai participar da viagem, disse que o grupo vai produzir um relatório que será encaminhado às embaixadas dos Estados Unidos. "O objetivo é manifestar nossa solidariedade ao povo iraquiano e expressar nosso desejo de que a paz seja mantida".

De acordo com a Agência Câmara, também viajam ao Iraque os deputados petistas Dr. Rosinha, do Paraná, e Tarcízio Zimmermann, do Rio Grande do Sul, além de Jamil Murad (PCdoB-SP). Eles retornam ao Brasil no dia 9 de fevereiro.

Iraque matará 1 milhão em caso de desembarque aéreo

Ontem, o presidente iraquiano Saddam Hussein afirmou que seu exército é capaz de matar 1 milhão de soldados norte-americanos caso haja desembarque aéreo perto de Bagdá. Sexta-feira o presidente dos Estados Unidos George W. Bush disse que é uma questão de semanas e não de meses um ataque ao Iraque, caso Saddam Hussein não comece a se desarmar.

Saddam Hussein está fazendo várias reuniões com seus chefes militares desde o começo de janeiro, enquanto Washington continua reunindo tropas na região para um possível ataque. O vice-presidente iraquiano, Taha Yassin Ramadan, disse que serão realizados atentados suicidas fora do Iraque se os Estados Unidos atacarem.

"Os mártires, autores dos atentados suicidas, são nossas novas armas e não vão agir apenas no Iraque. Os povos árabes vão ajudar o povo iraquiano na luta por sua independência e liberdade. Será um incêndio em toda região", avisou.

O chefe dos inspetores de armas da Organização das Nações Unidas (ONU), Hans Blix, viajará ao país no dia 8 de fevereiro.

Blix e Mohamad ElBaradei, chefe dos especialistas em armas nucleares, foram convidados por autoridades iraquianas após o relato que fizeram na última segunda-feira ao Conselho de Segurança da ONU. Eles disseram que o Iraque não forneceu informações suficientes para ajudá-los a verificar se Bagdá ainda mantém um arsenal de armas de destruição em massa.

Redação Terra
 
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