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Maioria parlamentar libanesa rejeita plano árabe sobre a Síria

12 de janeiro de 2006 15h25

O grupo majoritário do Parlamento libanês rejeitou hoje um plano elaborado por Arábia Saudita, Egito e Síria para que o Líbano normalize suas relações diplomáticas com este último país "Agradecemos a iniciativa árabe, mas achamos que a decisão que tomaram, na ausência do Líbano, não corresponde aos interesses de nosso país, por isso a rejeitamos", afirmou hoje o deputado Butros Harb, porta-voz da corrente liderada pelo filho de Rafik Hariri, o ex-primeiro ministro assassinado em fevereiro último.

O rei da Arábia Saudita e os presidentes do Egito, Hosni Mubarak, e da Síria, Bashar al-Assad, propuseram a formação de uma comissão de segurança mista, acompanhada do que denominaram de uma "trégua midiática".

"Chegou o momento em que o Líbano seja considerado um país independente. Nenhuma decisão pode ser tomada sobre seu futuro à revelia dos libaneses", acrescentou Harb.

O regime sírio, que durante mais de 15 anos exerceu um poder tácito sobre o Líbano, foi apontado pela comunidade internacional como o responsável pela morte de Hariri, vítima há um ano de um atentado a bomba.

O plano de paz árabe conseguiu que dois grandes inimigos, ambos com ampla representação parlamentar, o líder druso Walid Jumblatt e o general Michel Aoun, decidissem unir-se para salvar o país.

Através do intercâmbio de representantes, ambos insistiram na necessidade de deixar de lado as questões de ordem secundária pelo fato de que a crise ameaça os fundamentos do Líbano.

"Não nos podemos permitir manter divergências atualmente", afirmou Jumblatt.

O general cristão declarou, por sua vez, que "é necessário que nos ajudemos mutuamente e nos reunamos para tirar o país da crise.

Cada um precisa do outro e estamos de acordo sobre as constantes nacionais: necessidade de preservar e consolidar a soberania, a liberdade e a independência do país".

No entanto, o presidente pró-Síria Émile Lahoud elogiou hoje os esforços e iniciativas árabes para ajudar o Líbano a superar a crítica situação atual.

"Os ataques contra tais iniciativas são injustificáveis, já que seu único propósito é preservar o interesse do Líbano", disse Lahoud.

EFE
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