Aos 15 anos, Christiane durante seu julgamento por uso de drogas em 1977
Foto: Divulgação
Com o nome de Eu, Christiane F. - 13 Anos, Drogada e Prostituída, escrita por Kai Hermann e Horst Rieck, a publicação ganhou rapidamente uma versão cinematográfica, igualmente aclamada.
No Brasil, a constante troca de editora transformou o livro em uma obra sem grande destaque atualmente. Nem a Bertrand Brasil, do Grupo Record, que reeditou o livro em 2003, nem a Abril Cultural, que publicou a obra há dez anos, têm registros precisos sobre o número de cópias vendidas no País.
Entretanto, é mais provável que o desinteresse seja causado mais por tratar-se de uma história "datada" do que por falta de acesso. A edição da Bertrand Brasil ainda pode ser encontrada nas livrarias por cerca de R$ 40.
Se hoje, tanto autoras estrangeiras, como a francesa Lolita Pille, quanto brasileiras, como Raquel Pacheco (a Bruna Surfistinha), continuam atraindo o público com relatos autobiográficos de prostituição e consumo de drogas, o desinteresse em Christiane F. tem outra origem - ainda desconhecido.
Pille ganhou o mundo com Hell, que traz a história de uma patricinha francesa envolvida com drogas. Já Raquel Pacheco, ou Bruna Surfistinha, lançou recentemente O Doce Veneno Do Escorpião, no qual conta as histórias dos anos que foi prostituta.
Filme
Faltam números atualizados também sobre a versão cinematográfica do livro. Lançado mundialmente em 1981, e estrelado por Natja Brunckhorst, o filme encontrou certa dificuldade com a censura no Brasil, que ainda vivia sob o governo militar.
Já a versão em VHS e DVD foi relançada no Brasil pela Flashstar Home Vídeo em 2001. Em locadoras, é preciso munir-se de paciência para encontrar o filme. Mas o título continua sendo produzido e não é difícil achá-lo em lojas especializadas.
* O tema desta desta reportagem foi sugerido pela leitora Mariana R. Narkevicius. Envie sua sugestão de pauta para o e-mail terranews@corp.terra.com.br
- Redação Terra


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