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Livro e filme de Christiane F. perderam impacto

11 de janeiro de 2006 13h44 atualizado em 12 de janeiro de 2006 às 08h19

Aos 15 anos, Christiane durante seu julgamento por uso de drogas em 1977. Foto: Divulgação

Aos 15 anos, Christiane durante seu julgamento por uso de drogas em 1977
Foto: Divulgação

É raro encontrar pessoas que viveram sua adolescência nos anos 80 que não conheçam Christiane F. e parte de sua história. A saga da garota alemã que se prostitui para sustentar o vício em heroína era leitura quase obrigatória para a chamada geração saúde. Mas duas décadas depois, nem o livro, nem o filme conservam o mesmo impacto antidrogas.

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    Com o nome de Eu, Christiane F. - 13 Anos, Drogada e Prostituída, escrita por Kai Hermann e Horst Rieck, a publicação ganhou rapidamente uma versão cinematográfica, igualmente aclamada.

    No Brasil, a constante troca de editora transformou o livro em uma obra sem grande destaque atualmente. Nem a Bertrand Brasil, do Grupo Record, que reeditou o livro em 2003, nem a Abril Cultural, que publicou a obra há dez anos, têm registros precisos sobre o número de cópias vendidas no País.

    Entretanto, é mais provável que o desinteresse seja causado mais por tratar-se de uma história "datada" do que por falta de acesso. A edição da Bertrand Brasil ainda pode ser encontrada nas livrarias por cerca de R$ 40.

    Se hoje, tanto autoras estrangeiras, como a francesa Lolita Pille, quanto brasileiras, como Raquel Pacheco (a Bruna Surfistinha), continuam atraindo o público com relatos autobiográficos de prostituição e consumo de drogas, o desinteresse em Christiane F. tem outra origem - ainda desconhecido.

    Pille ganhou o mundo com Hell, que traz a história de uma patricinha francesa envolvida com drogas. Já Raquel Pacheco, ou Bruna Surfistinha, lançou recentemente O Doce Veneno Do Escorpião, no qual conta as histórias dos anos que foi prostituta.

    Filme
    Faltam números atualizados também sobre a versão cinematográfica do livro. Lançado mundialmente em 1981, e estrelado por Natja Brunckhorst, o filme encontrou certa dificuldade com a censura no Brasil, que ainda vivia sob o governo militar.

    Já a versão em VHS e DVD foi relançada no Brasil pela Flashstar Home Vídeo em 2001. Em locadoras, é preciso munir-se de paciência para encontrar o filme. Mas o título continua sendo produzido e não é difícil achá-lo em lojas especializadas.

    * O tema desta desta reportagem foi sugerido pela leitora Mariana R. Narkevicius. Envie sua sugestão de pauta para o e-mail terranews@corp.terra.com.br

  • Redação Terra