Conheça os sucessores potenciais de Ariel Sharon

04 de janeiro de 2006 • 23h00 • atualizado em 05 de janeiro de 2006 às 16h07
O vice-primeiro ministro Olmert é um possível sucessor Foto: Reuters
O vice-primeiro ministro Olmert é um possível sucessor
05 de janeiro de 2006
Foto: Reuters

A seguir breves perfis de integrantes do partido Kadima que poderiam ser candidatos para substituir o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, hospitalizado na quarta-feira após sofrer uma hemorragia cerebral.

  • Fotos: Sharon é levado às pressas ao hospital
  • Sharon sofre derrame e é operado em Israel
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    Ehud Olmert: vice-primeiro-ministro, primeiro-ministro em exercício
    Olmert, 60 anos, juntou-se ao governo em 2003 depois de uma década como prefeito de Jerusalém. Tornou-se o aliado mais próximo de Sharon no direitista Likud, ex-partido do primeiro-ministro, quando ele manobrou para superar revoltas internas envolvendo o plano para retirada de Gaza. Ele rapidamente seguiu Sharon na troca do Likud pelo Kadima, partido mais ao centro, em novembro

    Ele assumiu os poderes de Sharon depois que o primeiro-ministro foi hospitalizado na quarta-feira. Olmert é um rival de longa data do ex-ministro das Finanças Benjamin Netanyahu, o novo chefe do Likud.

    Tzipi Livni: ministra da Justiça
    Principal autoridade feminina no círculo de Sharon, Livni, 47 anos, pertence a uma conhecida família de ultranacionalistas, mas apoiou a cessão de algumas áreas ocupadas aos palestinos como uma forma pragmática de preservar a maioria judia em Israel - se não para alcançar um acordo de paz. Como ministra da Justiça, ela fez campanha por uma pressão internacional sobre os palestinos para desarmar o Hamas e outros grupos militantes.

    Shaul Mofaz: ministro da Defesa
    Nascido em 1948, tornou-se ministro da Defesa em 2003 depois de cinco anos como comandante do Exército, coroando uma carreira militar de 35 anos que incluiu as forças especiais e a participação na operação de resgate de israelenses em um avião sequestrado em Entebbe, Uganda, em 1976. Mofaz adotou táticas severas contra a insurreição palestina, como ataques aéreos e demolições de casas, que foram condenadas pela comunidade internacional, mas exaltadas por israelenses traumatizados pelos ataques suicidas de homens-bomba.

    No entanto, apoiou o plano de Sharon de suavizar o atrito com os palestinos retirando-se de Gaza. Também aprova futuras conversações com os palestinos se eles primeiramente desarmarem os militantes e executarem reformas na segurança. Depois que Sharon deixou o Likud, Mofaz promoveu uma campanha para sucedê-lo na liderança do partido antes de, surpreendentemente, se filiar ao Kadima.

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