Índia acusa Paquistão de ser centro terrorista

20 de janeiro de 2003 • 13h12 • atualizado às 13h12

O primeiro-ministro da Índia, Atal Behari Vajpayee, afirmou hoje que o Paquistão é um centro de atividade terrorista e pediu a intervenção da comunidade internacional. "O Paquistão tornou-se um centro das atividades terroristas", disse Vajpayee. "Apesar de o Paquistão ser membro da coalizão internacional formada para o combate ao terrorismo, é no Paquistão que os terroristas estão se reunindo."

Os dois países do sul da Ásia, detentores de armas nucleares, disputam o controle sobre a região da Caxemira há décadas e estiveram perto de uma quarta guerra no ano passado em meio a acusações da Índia de que o Paquistão alimentava o movimento separatista na Caxemira indiana. O Paquistão é um importante aliado dos EUA na "guerra contra o terror" e o presidente do país, Pervez Musharraf, prometeu acabar com os grupos ativistas violentos com sede em território paquistanês. Musharraf disse também que o país não seria usado como base de lançamento para ataques na Índia.

O Paquistão rechaça as acusações do país vizinho de que daria apoio a grupos violentos que atuam na Caxemira indiana. Vajpayee disse que o governo paquistanês mantém "contato com terroristas" em outras partes do mundo e que, até agora, a comunidade internacional não tomou nenhuma medida a esse respeito. "Gostaríamos de pedir a nossos amigos na comunidade internacional que coloquem fim à crescente atividade terrorista realizada via Paquistão."

Os dois países estiveram envolvidos em um impasse militar no ano passado depois de um ataque terrorista, em dezembro de 2001, ao Parlamento indiano. Segundo a Índia, a ação foi realizada por ativistas vindos do Paquistão.

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