Agentes federais saem na aeronave da American Airlines procedente de Medellín
Foto: AP
"Não havia explosivos", disse James Bauer, encarregado dos agentes do Serviço Federal de Polícia Aérea americano a bordo do avião.
"Não há qualquer razão para crer que exista relação com terrorismo", destacou, durante entrevista coletiva concedida horas após o incidente.
Rigoberto Alpizar, cidadão americano de 44 anos, teria afirmado que carregava uma bomba pouco antes de sair da aeronave, que tinha recém aterrissado. De acordo com Bauer, um agente federal em seguida se identificou e pediu para que Alpizar se rendesse, mas ele teria se negado a obedecer. "Como tentava atacá-los, sua ação fez com que eles (os agentes) atirassem e, de fato, ele está morto".
Segundo testemunhas, Rigoberto e a mulher saíram do avião discutindo, quando ele passou a correr e anunciar que tinha a suposta bomba. A mulher do homem morto teria avisado os agentes que seu marido é bipolar e não tinha tomado medicação em virtude da viagem. Os pacientes do transtorno ou distúrbio bipolar, também conhecido como psicose maníaco-depressiva, alternam momentos de euforia e depressão e podem até manifestá-los simultaneamente. A doença afeta cerca de 1% da população mundial.
O vôo, de número 924, havia saído de Medellín, na Colômbia, e seguiria para Orlando, depois da escala em Miami. Autoridades aeronáuticas colombianas informaram que o avião da American Airlines decolou "sem qualquer problema" da cidade colombiana de Medellín.
"A aeronave deixou o aeroporto de Rionegro às 9h10 locais (12h10 Brasília) e não houve problemas", disse Martín González, porta-voz da Aeronáutica Civil Colombiana.
Há informações desencontradas sobre quantos tiros teriam sido disparados, com alguns relatos indicando três e outros até dez tiros.
A segurança aérea nos Estados Unidos foi reforçada depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 e desde então pelo menos dois agentes federais treinados para lidar com ameaças a bordo viajam em vôos domésticos e internacionais. Havia dois agentes no vôo 924.
De acordo com TVs americanas, trata-se da primeira vez nos Estados Unidos que um agente federal dispara uma arma perto de um avião. O suspeito morreu cerca de uma hora e meia depois de ser baleado.
- Redação Terra


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