Foram feitas uma série de entrevistas com cerca de vinte ativistas palestinos que estão presos, acusados de planejarem atentados suicidas. O trabalho será feito com outros prisioneiros, para tentar traçar um perfil do camicase palestino.
Os primeiros resultados da pesquisa confirmam que os camicases atuam principalmente por motivações ideológicas e não pertencem necessariamente aos estratos mais humildes da população. Os detidos interrogados afirmaram receber apoio das comunidades palestinas.
Muitos explicaram que matar o maior número possível de israelenses era uma forma de vingar a morte de um ser querido. A maioria dos presos ouvidos tinha um forte sentimento religioso e uma minoria era originária de movimentos nacionalistas laicos. Entre as motivações apontadas pelos detidos está também a ajuda financeira que a Autoridade Palestina, o Iraque e as associações islâmicas patrocinadas pela Arábia Saudita dão às famílias dos camicases.
Desde o início da segunda Intifada, em setembro de 2000, mais de 100 palestinos participaram de atentados suicidas que provocaram a morte de 274 israelenses, em sua maioria civis, segundo um balanço do exército israelense.
AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.