Fidel brinca sobre "Parkinson" e diz estar "melhor que nunca"

18 de novembro de 2005 • 04h45 • atualizado às 04h45

O presidente cubano, Fidel Castro, assegurou que se sente em plena forma e brincou sobre as especulações da CIA (Agência Central de Inteligência) americana sobre seu suposto padecimento do mal de Parkinson.

"Me sinto melhor que nunca", disse Castro, de 79 anos, durante um ato na Universidade de Havana em homenagem ao início de seus estudos universitários.

"Estão esperando (EUA) um fenômeno natural absolutamente lógico, que é o falecimento de alguém e neste caso fizeram a grande honra a mim", falou Fidel.

"A última é que tenho Parkinson", acrescentou sobre um relatório revelado esta semana no qual a CIA aponta que sofre do mal de Parkinson mas que não está perdendo o controle do país.

"Todos os dias me matam, um dia disse que no dia que morrer de verdade, ninguém vai acreditar (...) Poderia andar como o Cid Campeador, ganhando batalhas após morto. Eu recomendaria ao Partido (Comunista de Cuba) que me pusessem em um cavalo e ganhando batalhas após morto", brincou.

Fidel explicou que trabalha duro em sua reabilitação após a queda sofrida em outubro do ano passado, que deixou lesões em um braço e em uma perna, para assegurar que está dedicado ao trabalho.

"Me sinto, por sorte, melhor que nunca", ressaltou.

Após a queda, insistiu, "me obrigaram a trabalhar duro na questão da reabilitação" e "aprendi que até o último segundo vou estar fazendo exercício, não me descuido com nada e tenho mais vontade que nunca para comer e não comer".

Depois do acidente, "aqueles que me mataram tantas vezes estariam quase felizes, mas desilusão após desilusão", assegurou Castro, que lembrou que em Cuba estão previstas todas as "medidas" para aplicar em caso necessário para evitar "surpresas".

"Se você sabe que não está em condições mentais, tem que chamar o Partido e dizer que alguém assuma o comando", afirmou.

Fidel Castro se referiu também a outros rumores sobre suas supostas doenças.

"Uma isquemia dizem, bom lhes desejo sorte", acrescentou em um discurso na Universidade de Havana que durou mais de quatro horas.

"Não me importa se dizem que tenho Parkinson, o papa tinha Parkinson e esteve percorrendo o mundo por um montão de anos", reiterou Castro, que sugeriu à CIA que invista seu tempo em investigar o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.

"Não quero hoje, e tomara que não tenha que fazê-lo, sugerir à CIA, que está investigando minha saúde e o grau de Parkinson que eu tenho, sugerir umas investigações em torno do imperador (Bush)" disse.

"Agora dizem que a CIA descobriu que eu tinha Parkinson (...) Isso é como aquele que descobriu que eu era o homem mais rico do mundo", brincou.

"Não falei disso porque tenho milhões de coisas para fazer", acrescentou o líder cubano.

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