EUA detém demolição de casas palestinas em Belém

18 de dezembro de 2002 • 10h42 • atualizado às 10h51

A intervenção da Embaixada dos Estados Unidos em Tel Aviv no último momento evitou que o Exército israelense demolisse cinco casas palestinas na cidade de Belém.

De acordo com o jornal independente Haaretz, as casas fazem parte de um complexo de edifícios onde se esconderam Rafat e Bassel Hauabara, dois militantes procurados da milícia "Tanzim", do movimento Fatá. Um dos proprietários, Ibrahim Issa, foi detido pelos soldados após a prisão dos primeiros.

Issa foi detido sob suspeita de ter abrigado os militantes procurados pelo Exército, cujas autoridades haviam ordenado ontem a demolição. A operação, que começou com a destruição de um muro externo, foi detida pouco depois de a Embaixada americana informar que as casas pertencem a uma família de pacifistas palestinos sob sua proteção e o da senadora Hillary Clinton.

Um membro da família, Issa Hussein, morto há dois anos, informa o jornal israelense, fundou no povoado de Al Jader, no distrito de Belém, uma escola chamada "Flores da esperança" destinada a promover a coexistência judaico-árabe.

O centro recebe ajuda financeira da Embaixada americana e da senadora Clinton, e é visitado com freqüência por personalidades dos EUA e de seu Governo.

Os militantes procurados da resistência palestina contra a ocupação militar israelense tinham se escondido em uma das casas alugadas por um palestino do povoado de Yata, sem o conhecimento dos proprietários, segundo uma investigação do Exército israelense.

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