Muitos países usam Scuds ou mísseis similares, o que constitui uma ameaça especial, já que eles podem ser adaptados para levar armas químicas, biológicas e nucleares. A versão do míssil fabricada pela Coréia do Norte tem alcance de 550 quilômetros e pode levar até 770 quilos de munição, segundo a Jane's Strategic Weapon Systems, um guia de referência para armamentos. Informações não-confirmadas de 1997 sugerem que uma versão de alcance mais longo está sendo desenvolvida, com a capacidade reduzida para 300 quilos e o alcance ampliado para 800 quilômetros.
Os Scuds não são precisos. A Coréia do Norte reconhece que a chance de que ele caia a menos de um quilômetro de seu alvo é de apenas 50%, mas analistas dizem que isso perde importância tática se a carga contiver armas de destruição em massa. A União Soviética desenvolveu o Scud na década de 1950, aproveitando a tecnologia dos foguetes alemães V-2, lançados sobre a Grã-Bretanha no último ano da Segunda Guerra Mundial.
Analistas dizem que, mesmo sendo tão antigo, ele ainda é um armamento eficiente, já que, como qualquer míssil balístico, o Scud cai muito rápido sobre o alvo, "driblando" os sistemas normais de defesas antiaéreas. Devido a seu curto alcance, o Scud viaja mais lentamente que os mísseis balísticos intercontinentais, disponíveis para as grandes potências nucleares. Mesmo assim, só Estados Unidos, Rússia e Israel têm sistemas para interceptá-lo.
Durante a Guerra do Golfo, em 1991, os mísseis Patriot norte-americanos eram usados para defender Israel dos Scud lançados pelo Iraque. Mais tarde, especialistas disseram que o Patriot se revelou ineficiente para essa tarefa, mas que uma nova versão, o PAC-3, deve apresentar melhores resultados. Israel também desenvolveu um sistema contra mísseis balísticos, o Arrow 2. Duas baterias desse tipo de defesa já estão instaladas, e uma terceira está sendo construída. "Fontes israelenses afirmam que o Arrow 2 pode interceptar um Scud a 50 quilômetros de altitude e a 100 quilômetros de seu ponto de lançamento", explicou outra publicação da Jane's, a revista mensal Missiles & Rockets.
A Coréia do Norte começou a construir mísseis balísticos na metade da década de 1980. Sua primeira versão do Scud se chamava Hwasong 5 e foi comprovadamente usada pelo Irã em sua guerra contra o Iraque (1980-1988). O atual modelo norte-coreano é o Hwasong 6, que pesa 6,4 toneladas e, como outros Scuds, pode ser transportado e lançado por um caminhão especial. Scud é um nome-código adotado no Ocidente para esse tipo de arma. Segundo a versão, a designação correta empregada pelos russos é R-11 ou R-17.
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