Além de 140 mesas, foros e atividades culturais previstas, a maior expectativa é quanto a uma manifestação de repúdio à presença do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que acontecerá na próxima sexta-feira. Por pouco mais de US$ 1.300, a ONG dá aos interessados a possibilidade de participar de todas as atividades previstas na "contra-cúpula", mas também de conhecer de perto, através do que chamam de um "reality tour", as peculiaridades dos movimentos sociais da Argentina.
Encontros com líderes "piqueteiros", como são conhecidos no país os desempregados que bloqueiam ruas em sinal de protesto; a visita a uma fábrica recuperada controlada por uma cooperativa de trabalhadores, ou o contato com a associação de Avós da Praça de Maio, são alguns dos passeios oferecidos aos turistas.
O itinerário turístico particular inclui, além disso, a opção de conversar com economistas argentinos para analisar as possíveis alternativas para lutar contra a pobreza que, segundo os últimos dados oficiais correspondentes ao primeiro semestre do ano, afeta 38,5% da população urbana.
A oferta "social" da Global Exchange se funde com a cultural, já que a outra face do "pacote" turístico promete espetáculos de tango, atividades culturais e inclusive uma visita às famosas Cataratas do Iguaçu.
"Visite a Argentina depois do colapso das políticas neoliberais", diz em seu site a ONG, que se define como uma organização de direitos humanos que estende pontes entre os povos de distintas regiões do mundo.
Nos dois últimos anos muitas iniciativas permitiram que alguns estrangeiros, principalmente jovens, compartilhassem experiências com os movimentos argentinos de desempregados.

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