Segundo as fontes, o primeiro texto doutrinário do novo Papa é uma meditação pessoal de 46 páginas, escritas em alemão, sobre a missão da Igreja Católica na sociedade. O Papa foi o único a trabalhar na encíclica.
Um dos cardeais da Cúria romana, o também alemão Walter Kasper, responsável pelo diálogo ecumênico, declarou que não sabe nada sobre a carta pontifícia. "Não sei absolutamente nada dessa encíclica", respondeu Kasper à imprensa nesta segunda-feira.
A data de 8 de dezembro, que coincide com o 40º aniversário do final do Concílio Vaticano II e com a festa da Imaculada Conceição, é apontada como o provável dia da divulgação da carta por especialistas em assuntos ligados à Santa Sé.
Os vaticanistas baseiam suas apostas em uma rápida publicação da primeira encíclica de Bento XVI no fato de que o João Paulo II publicou a sua, "Redemptor hominis", em março de 1979, cinco meses depois de sua escolha como Papa.
Bento XVI, no entanto, já advertiu que tem a intenção de ser menos produtivo que seu predecessor em termos literários. "Vejo minha missão não como o anúncio de múltiplos documentos novos, mas como uma ajuda à assimilação (pela Igreja) dos já existentes", declarou o Pontífice em 16 de outubre a um canal de televisão polonês.
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