Wilma alaga ruas da Flórida |
O presidente dos Estados Unidos George W. Bush declarou estado de emergência no estado, prometendo ajudar a região com uma ajuda fiscal. "Assinei uma declaração de catástrofe natural para a Flórida", afirmou Bush em uma entrevista coletiva. O chefe de Governo disse ainda que antes da chegada do furacão já se distribuía alimentos, equipamentos de comunicação e de resgate.
Até o momento, não há vítimas. Uma mulher ficou levemente ferida em Key West devido à queda de uma árvore, informaram autoridades. "Este é um furacão muito perigoso", afirmou o diretor do NHC Max Mayfield à rede de TV CNN, pedindo àqueles que ainda não haviam deixado o litoral que buscassem refúgio.
O NHC alertou para a possibilidade de "tornados no centro e sul da península e nas ilhas Keys da Flórida". Milhares de moradores do arquipélago decidiram permanecer no local, apesar da ordem de desocupação. Aos habitantes da cidade de Naples, pediu-se que interrompessem a retirada e buscassem abrigo, devido à proximidade do furacão.
Autoridades de Tallahasse, capital da Flórida, estavam preocupadas com o desafio à ordem de desocupação. O governador Jeb Bush lançou ontem um chamado de última hora às pessoas que ainda estavam no trajeto previsto do Wilma: "Está chegando um furacão, e um furacão é um furacão, tem ventos mortais. Embora tenha havido desocupações nos últimos 14 meses e não tenha havido um impacto (...) vocês não deveriam fazer isso".
Segundo o governador, foram mobilizados 2.400 guardas nacionais e há caminhões prontos com alimentos, gelo e outros itens de primeira necessidade, bem como mais de 30 helicópteros para eventuais operações de resgate. Mais de 20 abrigos foram criados em todo o estado.
O Centro Espacial Kennedy suspendeu as atividades e enviou os funcionários para casa, informou a Nasa em um comunicado.
O Wilma deixou um panorama desolador após permanecer estacionado sexta-feira e sábado na península mexicana de Yucatán: oito mortos, estradas bloqueadas, luz e telefone cortados e saques em alguns pontos turísticos. Mais de 71 mil pessoas, entre elas milhares de turistas, refugiaram-se em abrigos temporários nessa região do leste do México.
O furacão passou ontem pelo oeste de Cuba, provocando temporais, fortes ventos e inundações, mas sem deixar vítimas. Cerca de 640 mil pessoas foram retiradas das áreas de risco, mais de 250 mil delas de Pinar del Río, que antes da passagem do Wilma foi atingida por cinco tornados.
Havana e Pinar del Río, a 150km da capital, permaneciam sem energia elétrica, o que afetou o fornecimento de gás e água.
Especialistas estimam que, entre 14h e 16h de Brasília, o furacão siga o rumo do Atlântico.
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