"O processo é um tema puramente iraquiano, que deve se desenvolver no território (iraquiano) e está fora de consideração transferi-lo para fora do país", frisou Jaafari, em conversa com jornalistas durante a ceia de quebra do jejum muçulmano. "A simples idéia dessa transferência não deve nem passar pela nossa cabeça", insistiu.
O premier considerou que aqueles que seqüestraram e mataram Sadun Al-Janabi, advogado de um dos acusados junto com Saddam Hussein, "queriam, talvez, com esse ato, alcançar esse objetivo", ou seja, que o julgamento fosse transferido. "Pensam que, agindo assim, podem recusar o tribunal e fazer crer que o advogado foi assassinado porque defendia um dos responsáveis pelo velho regime", destacou.
Janabi, advogado de um dos acusados, foi seqüestrado em seu escritório na quinta-feira à noite em Bagdá e morto com uma bala na cabeça. Ele representava Awad Ahmad Al-Bandar, um ex-juiz do tribunal revolucionário e adjunto do chefe do gabinete de Saddam. Jaafari disse ainda estar "surpreso" com a decisão do Tribunal Especial Iraquiano que julga Saddam Hussein de adiar o processo até 28 de novembro.
"Esperamos muito tempo para fazê-lo e não entendemos por que foi adiado até uma data tão distante", comentou, insistindo porém que "evoca simples perguntas" e não quer "interferir na decisão do Tribunal.
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