Iraque se queixa à ONU de ataques americanos e britânicos

02 de dezembro de 2002 • 17h00 • atualizado às 17h00

O Iraque protestou junto às Nações Unidas hoje contra os ataques às zonas de exclusão aérea em seu território, na primeira reclamação pública nesse sentido desde que os especialistas em armas da ONU retomaram seu trabalho no país.

O protesto foi apresentado pelo ministro de Assuntos Exteriores, Naji Sabri, em uma carta enviada ao secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, na qual qualificou os bombardeios aéreos de EUA e Grã-Bretanha de "bárbara agressão terrorista".

Conforme Bagdá, os últimos ataques desses países (ontem) causaram a morte de quatro civis e feriram outros 27 na cidade de Bassorá, no sul do Iraque.

Impostas unilateralmente pelos EUA e pela a Grã-Bretanha no norte e sul do Iraque depois da Guerra do Golfo de 1991, as "zonas de exclusão aérea" são alvos de freqüentes bombardeios sobre os quais Bagdá tinha protestado anteriormente, mas não desde o retorno, há duas semanas, dos especialistas que supervisionam seu arsenais.

Em sua carta, Sabri adverte, além disso, que o povo iraquiano continuará "exercendo seu legítimo direito de autodefesa".

Washington considera estas reações iraquianas uma violação da nova resolução 1441 das Nações Unidas sobre o desarmamento do Iraque, uma posição com a qual Annan não concorda.

O protesto de Bagdá coincide com o quinto dia de trabalho dos inspetores de desarmamento da ONU, que, como os quatro anteriores, terminou sem obstáculos, apesar de incluir um complexo suspeito de ter servido ao regime de Bagdá para construir armas sofisticadas.

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