Ainda hoje, no quinto dia da missão que busca armas de destruição em massa no Iraque, outro grupo esteve em uma indústria de bebidas e em prédios vizinhos, abandonados, a 30 quilômetros da capital. Não se sabe por que o local foi escolhido.
Um engenheiro iraquiano barrado na fábrica Karamah disse que o local não tem linha de produção, apenas trabalho de planejamento industrial. A fábrica é protegida por uma cerca alta e tem na frente um cartaz com a foto do presidente Saddam Hussein e a frase: "A água continua livre."
Os inspetores dizem que ainda não encontraram sinais de armas de destruição em massa no Iraque, mas lembram que ainda estão nos primeiros dias de sua missão, que pode durar mais que um ano. Os iraquianos, que vêm colaborando com a missão da ONU, dizem que não tem qualquer tipo de arma proibida, e que os Estados Unidos estão buscando na inspeção um pretexto para iniciar uma guerra. "Se as equipes de inspeção continuarem fazendo seu trabalho honesta, objetiva e profissionalmente, os resultados provarão a honestidade do Iraque e as mentiras da América", disse o jornal oficial Al-Jumhuriya.
Ontem, os inspetores visitaram um heliporto usado para pulverização agrícola e uma indústria militar. Os inspetores passaram quatro anos longe do Iraque, de onde saíram acusando Saddam de não colaborar. Sob pressão norte-americana, Bagdá autorizou a volta dos inspetores e tem até dia 8 para apresentar um relatório sobre suas armas proibidas.
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