O exercício será dirigido da base As Sayliyah, no Catar, e ao lado de Frank estarão aproximadamente 750 comandantes do Comando Central, que tem sua sede na Flórida e cobre o leste da África, o Oriente Médio, o Golfo e o sul da Ásia, até o Turcomenistão.
O jornal "The New York Times" informou hoje que os Estados Unidos ainda não pediram formalmente ao Catar permissão para dirigir de As Sayliyah uma campanha contra Iraque e que, por enquanto, "a versão oficial é que os EUA simplesmente estão melhorando sua preparação militar na região".
As Sayliyah ocupa 105 hectares e fica localizada no sul de Doha, a capital catariana. Os trabalhos foram completados em agosto com um custo de US$ 100 milhões na base, que compreende 20 hangares com ar-condicionado nos quais são guardados centenas de tanques M1, veículos de combate Bradley e outros veículos blindados.
A despesa nessa base e com o deslocamento crescente de forças americanas que vão fazer manobras na região do Golfo fazem parte do debate em Washington sobre o custo que teria uma guerra contra Iraque - e quem arcaria com ele.
Durante a Guerra do Golfo, em 1991, os Estados Unidos comandaram uma ampla coalizão internacional que contou não só com a colaboração militar de diversos países, mas também com um generoso financiamento dos aliados.
O custo total daquela guerra foi de aproximadamente US$ 80 bilhões, mas, devido às contribuições dos aliados de Washington, a conta final para os contribuintes americanos ficou em cerca de US$ 7 bilhões.
Especialistas militares, grupos de estudo e fontes do Congresso calculam agora que a campanha contra o Iraque custará entre US$ 100 e 200 bilhões, num momento em que os EUA só têm o respaldo firme do Reino Unido e as promessas de apoio de poucos outros aliados.
O jornal "The Washington Post" lembrou hoje que a Guerra do Golfo, que provocou um aumento da popularidade do então presidente George Bush, foi acompanhada por um breve aumento dos preços do petróleo, uma recessão e uma queda da confiança dos consumidores americanos, que acabaram com as chances de reeleição do governante.
O Escritório de Orçamento do Congresso calculou que uma guerra breve requereria o envio de aproximadamente 250 mil soldados americanos e teria um custo de entre US$ 44 e 60 bilhões. Mas se a guerra se prolongar, os gastos subiriam rapidamente para US$ 100 bilhões.
"Se forem acrescentados os custos da força de ocupação e de estabilização do Iraque, o preço total de uma invasão chegará a entre US$ 100 e 200 bilhões", afirmou o Post.
Na comparação com o peso de outras guerras no Produto Interno Bruto (PIB), a conta de uma campanha contra Iraque não seria tão alta, afirma o Post.
A Segunda Guerra Mundial custou o equivalente a 103% do PIB dos EUA, a da Coréia, de 15%, a do Vietnã, de 12%, e a do Golfo, de 1%. A nova campanha contra o Iraque custaria entre 1 e 2%.
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