Autores do seqüestro de jornalista em Bagdá podem ser xiitas

20 de outubro de 2005 • 17h23 • atualizado às 17h23

O ministro das Relações Exteriores da República da Irlanda, Dermot Ahern, disse hoje que os seqüestradores do jornalista Rory Carroll, de nacionalidade irlandesa e correspondente do jornal britânico The Guardian, poderiam ser de um grupo xiita.

Ahern disse que, caso este dado seja confirmado, ficaria mais fácil obter informação sobre o paradeiro do repórter, que, segundo seu próprio jornal, foi seqüestrado por um grupo de homens armados em Cidade Sadr, uma zona de maioria xiita e refúgio do clérigo radical Muqtada al Sadr.

A esperança do Governo de Dublin é que os seqüestradores não relacionem Carroll - que quando foi seqüestrado aparentemente levava um passaporte irlandês - com a participação do Reino Unido na invasão e ocupação do Iraque, mas com a Irlanda, um país tradicionalmente neutro.

Ahern, que considerou as próximas 48 horas "chave", disse que a missão diplomática irlandesa no Oriente Médio - a República da Irlanda não tem embaixada em Bagdá - está fazendo tudo o possível para obter informação sobre a situação do jornalista.

Carroll, nascido em Dublin há 33 anos, cobria há nove meses em Bagdá o conflito iraquiano, e o jornal The Guardian afirmou que é um de seus jornalistas mais experientes em informação internacional.

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