Fontes oficiais de primeiro escalão, que pediram anonimato ao jornal, disseram que inicialmente os Estados Unidos devem apresentar à Arábia Saudita provas contra empresas e pessoas. Se em 90 dias os sauditas não agirem, Washington se encarregará diretamente do problema. "Não nos importa como (os sauditas) lidam com o problema; o importante é que cuidem dele, ou faremos nós", disse uma fonte, sem explicar como os Estados Unidos pretendem apresentar a questão a Riad ou como agiriam por conta própria. A Casa Branca não comentou a reportagem.
Uma CPI sobre os ataques de 11 de setembro de 2001, em andamento no Congresso, suspeita que houve desvio de dinheiro público saudita para dois dos sequestadores envolvidos no ataque. Dos 19 sequestradores, 15 eram cidadãos sauditas. O FBI também investiga se uma mesada de 2 mil dólares paga a dois estudantes pela princesa Haifa Al Faisal, embaixatriz saudita em Washington, pode ter ido parar nas mãos dos militantes.
A Arábia Saudita negou ontem que tenha financiado os ataques, e alguns jornais do país viram nas acusações uma manobra norte-americana para conquistar o apoio do reino a uma possível guerra contra o Iraque. Fontes do governo norte-americano disseram ao Post que os investigadores montaram uma lista de nove pessoas ricas, das quais sete são sauditas, que supostamente formavam o núcleo do financiamento à Al-Qaeda e a outras entidades islâmicas. Um funcionário saudita citado pelo jornal disse que até agora não recebeu provas dos Estados Unidos, e considerou estranho que os investigadores vazem as informações para a imprensa em vez de apresentá-las diretamente a Riad.
Reuters - Reuters Limited - todos os direitos reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.