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A Organização dos Estados Americanos (OEA) afirmou hoje que vê com preocupação o aumento mundial do comércio ilegal de armas e seus vínculos com o terrorismo, o narcotráfico e outras atividades criminosas.
O secretário-geral adjunto da OEA, Albert Ramdin, expressou esta inquietação na inauguração de um simpósio para analisar as formas de prevenir e combater este tráfico, realizado hoje e amanhã na sede do fórum regional em Washington.
Participam do encontro autoridades nacionais dos 34 países-membros da organização responsável pela outorga de licenças de exportação, importação e tráfego de armas.
Para Ramdin, a presença destes funcionários "demonstra a vontade de fortalecer a cooperação hemisférica contra este flagelo transnacional".
O diplomata destacou que "a OEA vê com preocupação o aumento do nível internacional desta atividade criminosa" e seus vínculos com o narcotráfico, o terrorismo e o crime organizado transnacional.
O simpósio, presidido pelo embaixador da Colômbia na OEA, Alvaro Tirado Mejía, é realizado no marco da Convenção Interamericana contra a Fabricação e o Tráfico Ilícitos de Armas de Fogo, Munição, Explosivos e Outros Materiais Relacionados (Cifta), adotada em 1997.
Tirado qualificou esta convenção como "uma ferramenta multilateral que estabelece bases sólidas para desenvolver estratégias de cooperação conjunta em nível hemisférico".
É a primeira vez que se reúnem na OEA autoridades nacionais com poder de decisão para trocar informações e analisar mecanismos que possam ajudar a prevenir o comércio e a fabricação ilegal de armas de fogo.
EFE
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