Jamali, cujo partido foi o mais votado nas eleições de outubro e conta com o maior número de cadeiras na câmara, contaria também com o apoio de um facção de deputados do Partido Popular do Paquistão (PPP, da ex-primeira-ministra Benazir Bhuto). Essa facção rompeu a disciplina de grupo quando o PPP tentou estabelecer um acordo para formar um governo de coalizão com os fundamentalistas islâmicos de Mutahida Majlis Amal (MMA), o que daria a chefia do Executivo a Fazalur Rehman, um clérigo muçulmano muito próximo ao deposto regime dos talibãs afegãos.
Se conseguir os apoios necessários, Jamali será o décimo-nono chefe de governo da história do Paquistão e o primeiro desde 12 de outubro de 1999, quando Musharraf deu um golpe de Estado que depôs o então primeiro-ministro, Nawaf Sharif.
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