As leis, se aprovadas pelos órgãos de supervisão controlados pelos conservadores, fortaleceriam o presidente em sua caminhada reformista. "Se os projetos não forem aprovados pelo establishment conservador, uma das nossas alternativas seria a realização de um plebiscito", disse o parlamentar Mohsen Mirdamadi.
A votação das leis no Parlamento aconteceu enquanto milhares de estudantes pró-reforma realizam quase diariamente protestos contra a condenação à morte de um dissidente. As manifestações alimentaram ainda mais a tensão política na República Islâmica. Os reformistas afirmam que, para a realização de um plebiscito, bastariam os votos de dois terços do Parlamento. Os conservadores defendem que tal medida só poderia ser convocada com a aprovação do Conselho de Guardiões e do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.
Frustrados com o bloqueio constante de seus esforços de reforma, os aliados do presidente e ele próprio ameaçaram renunciar caso, como se prevê, os projetos sejam vetados. Segundo um analista, porém, as renúncias só aconteceriam depois de esgotadas as chances de um plebiscito. Khatami declarou: "Não posso cumprir meus deveres se esses projetos não forem aprovados." O processo todo, porém, pode levar alguns meses até ser concluído.
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