Sharon e Mofaz autorizaram o exército que atue de "modo contundente" para destruir todas as infra-estruturas "terroristas" e seus dirigentes em Hebron.
A decisão será revisada amanhã no Conselho de Ministros, presidido por Ariel Sharon, que também deu autorização para que os três colonos mortos no ataque da sexta-feira à noite sejam sepultados com honras militares.
No ataque do comando da Jihad Islâmica morreram ontem nove militares e três colonos israelenses, assim como três atacantes palestinos. Na batalha morreu o comandante da área, Dror Wienberg, de 38 anos, e outros dois oficiais, além de 15 pessoas feridas.
Israel reconheceu que o ataque palestino em Hebron supôs um fracasso militar para o exército israelense já que foi feito por um pequeno comando da Jihad, em uma área sob controle israelense, onde os soldados caíram em uma emboscada mortal.
Ao longo do dia, Sharon e o ministro de Defesa, Shaul Mofaz, debateram e concordaram em não banir, por enquanto, o presidente palestino, Yasser Arafat, para não interferir nos preparativos da possível guerra dos EUA contra o Iraque apesar do "dano" sofrido. Dov Weisglass, assessor do primeiro-ministro, assim assegurou na rádio do exército.
O ministro de Relações Exteriores, Benjamin Netanyahu, qualificou o ataque de "massacre" e mostrou-se disposto, sem rodeios, a expulsar Arafat, tal como prometeu na convenção do Likud realizada em Tel Aviv, na terça-feira passada diante, de 2.700 delegados.
Mais contundente ainda foi o chefe do Partido de Unidade Nacional ultradireitista, Avigdor Lieberman, que reiterou que chegou "a hora de matar Arafat" ou prendê-lo.
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