EUA condenam ataque da Jihad que matou 12 em Hebron

16 de novembro de 2002 • 20h41 • atualizado às 20h41

O Departamento de Estado dos Estados Unidos condenou hoje o "abjeto ato de terrorismo" cometido ontem por atiradores palestinos que assassinaram 12 israelenses quando voltavam a suas casas em Hebron depois de participar de um ato religioso. "Condenamos nos termos mais severos este censurável e abjeto ato de terrorismo", manifestou o porta-voz do Departamento, Frederick Jones, que urgiu a palestinos e israelenses que façam "tudo o que estiver a seu alcance para colocar fim a esta contínua tragédia".

O porta-voz lembrou que o atentado aconteceu dias depois que funcionários americanos se reuniram em Jericó com líderes da Autoridade Nacional Palestina (ANP) para pedir-lhes que ponham fim aos atos de violência contra a população israelense.

O subsecretário de Estado adjunto para Oriente Médio, David Satterfield, se encontrou na quarta-feira com o chefe da equipe negociadora palestina, Saeb Erekat, a quem pediu que a ANP desarticule as estruturas que permitem a prática de atentados.

Satterfield manifestou a Erekat que os palestinos têm que "terminar imediatamente com o terrorismo e a violência" que tanto obstacularizam suas aspirações nacionais, disse Jones.

Em referência à resposta militar israelense, Jones reiterou "o direito de Israel de empreender ações antiterroristas", mas instou ao governo que "pensar nas conseqüências (...) e que tome medidas imediatas para prevenir vítimas civis em suas operações".

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