Japão planeja retirar cidadãos da região do Iraque

16 de novembro de 2002 • 09h26 • atualizado às 09h26

O Ministério das Relações Exteriores do Japão fará um exercício na próxima semana para a retirada de japoneses que vivem no Iraque e nos países vizinhos no caso de um ataque dos EUA contra o país árabe. De acordo com o jornal árabe Yomiuri Shimbun, o Japão está se preparando para uma possível retirada depois de sua amarga experiência durante a Guerra do Golfo em 1991, quando mais de 500 japoneses ficaram presos dentro do Iraque logo depois do ataque liderado pelos EUA.

No exercício, o ministério em Tóquio e suas missões no Oriente Médio vão estar em contato para estudar rotas seguras para uma retirada por mar e por terra. O governo também está planejando um sistema de ligação entre Tóquio e seus diplomatas na região, e irá ainda garantir um suprimento suficiente de máscaras de gás, no caso de armas químicas serem usadas.

A decisão do Iraque de aceitar as exigências da ONU e permitir a volta dos inspetores de armas ao país ajudou a diminuir a preocupação de uma guerra iminente, mas a tensão continua. Os Estados Unidos reiteraram que usariam a força militar para derrubar o presidente iraquiano Saddam Hussein, no caso de ele não cumprir as exigências da ONU por desarmamento.

Um total de 5.372 japoneses são registrados como residentes nos 11 países da região, de acordo com número do Ministério das Relações Exteriores do Japão. No Iraque, cinco japoneses, inclusive o pessoal da ONU, estão registrados como residentes.

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