Imagem de satélite mostra o furacão Rita sobre o Glofo do México |
Atingindo a categoria máxima na escala Saffir-Simpson, Rita tem ventos estáveis de mais de 280 km/h e rajadas de quase 330 km/h, o que o converte num furacão "potencialmente catastrófico", segundo o Centro Nacional de Furacões de Miami.
No início da manhã o olho de Rita se encontrava 830 km ao sudeste de Galveston, Texas, e se deslocava na direção noroeste a 15 km/h. Rita deve tocar em terra na madrugada de sábado, a 120 km ao sudeste de Houston.
Os prognósticos mostram que uma grande faixa do litoral do Golfo, do nordeste do México até o sudeste da Louisiana, incluindo Nova Orleans, corre perigo. As autoridades do Texas ordenaram a evacuação do porto de Galveston e partes de Houston e Corpus Christi, e as da Lousiana providenciaram a retirada de mais de dez mil residentes do litoral.
Milhares de residentes da ilha de Galveston fogem com direção a Houston (65 km a noroeste) e outras cidades do interior. Em 1900 Galveston, agora com 57.000 habitantes, foi cenário do furacão mais mortífero da história do país, com um saldo de oito mil mortos.
Milhares de pessoas que se encontravam em refúgios em Houston e no oeste de Louisiana devido ao furacão Katrina tiveram de ser novamente evacuadas para o Arkansas e o Tennessee (sul). O porto de Houston e o Centro Espacial Johnson da Nasa também foram fechados. A Nasa passou o controle da Estação Espacial Internacional à agência espacial russa.
A British Petroleum, a Shell e outras companhias petroleiras evacuaram mais de 600 instalações e plataformas, paralisando 73% das produção de petróleo no Golfo do México. Pelo menos dez refinarias estão situadas na trajetória do Rita, entre Galveston e Houston.
As autoridades federais, alvo de fortes críticas por sua lenta resposta ao furacão Katrina, enviaram caminhões com água e alimentos para as cidades texanas de Austin, Houston e San Antonio, e mobilizaram mais de 300 médicos e mais de 130 equipes de resgate.
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