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 Famílias de vítimas do 11/9 acusam ex-ministro saudita
04 de novembro de 2002 16h50

Os parentes das vítimas dos ataques de 11 de setembro de 2001 acrescentaram o nome do ex-ministro saudita de assuntos islâmicos, Abdalá Turki, à lista de acusados de financiar o terrorismo em uma ação por danos e perdas. A ação, que acusa Turki de ter participado no financiamento secreto da Al-Qaeda através de seus laços com o encarregado financeiro da rede terrorista na Europa, será entregue esta segunda-feira em um tribunal federal de Washington.

Turki também é o secretário da Liga Islâmica Mundial. "Novos documentos demonstram laços financeiros diretos entre o ex-ministro saudita Abdalá Ben Abdul Muhsen Al Turki (...) e o encarregado das finanças da Al-Qaeda na Europa, Mohammed Galeb Kalaje Zuaydi", afirmou o advogado das famílias, Jean-Charles Brisard. Zuaydi, espanhol de origem síria, foi detido em abril na Espanha e é considerado como o "grande tesoureiro" da Al-Qaeda na Europa.

Conforme o advogado, entre 1999 e 2000, Turki, na época assessor da corte real (saudita) do Rei Fahd "com escalão de ministro, e Mohammed Zuaydi acordaram uma sociedade financeira para um projeto de construção em Madri de US$ 2,3 milhões". O grupo Famílias de 11 de Setembro Unidas para Arruinar o Terrorismo, que reúne mais de três mil demandantes, apontou à justiça civil norte-americana uma lista de contribuintes da Al-Qaeda, para reclamar deles vários bilhões de dólares em perdas e danos.

Além de Osama Bin Laden e seu grupo, a demanda inclui o Estado do Sudão, três príncipes da família real saudita, companhias particulares, bancos internacionais, organizações filantrópicas islâmicas e várias pessoas acusadas de financiar a Al-Qaeda.

AFP
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