Equador recorre ao Peru pela crise energética

10 de setembro de 2005 • 14h22 • atualizado às 14h22

O Equador prevê assinar, o quanto antes, um acordo energético com o Peru para enfrentar a severa crise do setor e afugentar o fantasma do racionamento, informaram neste sábado fontes oficiais.

Uma comissão do Centro Nacional de Controle de Energia (Cenace) está em Lima acertando os detalhes para a venda temporária de 800 megawatts, embora, segundo o jornal Expreso, existam discrepâncias sobre o preço do mw/hora.

"Se neste sábado o acordo for concretizado, o Cenace poderia começar a receber a energia desde este fim de semana, pois as linhas de interconexão estão" em funcionamento, acrescentou o jornal. Em 25 de agosto passado, o presidente Alfredo Palacio declarou estado de emergência elétrica para enfrentar a crise originada pela baixa da produção das usinas hidrelétricas.

À queda de produção de duas represas, somam-se as falhas na interconexão com a Colômbia e a impossibilidade de gerar 326,8 mw de energia térmica devido à saída de operação de duas usinas. "O setor elétrico está quebrado, a situação é realmente grave", alertou Hernán Sánchez, vice-secretário de Eletrificação do Ministério da Energia.

As autoridades têm advertido que, se a crise persistir, o país poderá enfrentar racionamentos dentro em pouco. Neste sentido, o governo planeja incentivar o racionamento de energia pública e domiciliar através de um decreto que puniria com multas os perdulários. "O decreto de incentivo e castigo ao consumo inclui um apoio para que o setor residencial reduza o seu consumo", adiantou Sánchez.

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