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Democracia avançou no mundo desde 1990, afirma Pnud

07 de setembro de 2005 20h58

A democracia experimentou um notável aumento no mundo desde 1990, segundo o Relatório 2005 apresentado hoje pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Diante do nível de 39% de países que eram governados em 1990 por regimes considerados democráticos, o ano de 2003 registrou um total de 55%, contra 18% de Estados regidos pelo que o relatório define como "poder absoluto".

Em termos demográficos, 1,4 bilhão de pessoas passaram a viver em países governados por "democracias multipartidárias", de acordo com o Pnud.

"Mais de dois terços da população da África agora vivem em países com sistemas eleitorais democráticos multipartidários". No entanto, o Pnud destaca que "as eleições multipartidárias por si só não são suficientes para garantir a democracia, e é preciso reconhecer que inclusive nesta medida o copo está quase meio vazio." Neste sentido, o documento afirma que "no Oriente Médio, as eleições multipartidárias praticamente não existem, embora países como Egito e Jordânia estejam dando maior espaço às políticas eleitorais." O Pund diz que, dos dois países mais povoados do mundo, a Índia e China, o primeiro "é uma democracia pujante", mas no segundo as reformas políticas não acompanharam as econômicas.

O relatório ainda tenta desmontar falsas aparências de democracia em certos países, como alguns dos surgidos com a decomposição da URSS, que "são democracias de nome", embora na prática sejam regidos por "poderes absolutos eleitorais".

Nessas antigas repúblicas soviéticas "as eleições multipartidárias podem servir de cortina de fumaça para ocultar um poder executivo despótico, restrições à liberdade de informação e abusos dos direitos humanos que privam a democracia de seu verdadeiro significado", afirma o documento.

O Pnud fala dos movimentos populares como meio para acabar com as práticas autoritárias, e menciona os casos de Geórgia, Ucrânia e Quirguistão, cujos presidentes, "de longa permanência em seu cargo" foram expulsos do poder entre 2004 e 2005 "por meio de protestos públicos desencadeadas pelos aparentes abusos cometidos contra o processo democrático."

EFE
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