"Trezentos soldados da Guarda Nacional do Arkansas estão na cidade de Nova Orleans. Estas tropas acabaram de chegar do Iraque, estão bem treinadas e têm experiência em combate. Estão sob minhas ordens para restaurar a ordem nas ruas", disse a governadora da Louisiana, Kathleen Blanco.
"Estão armados com (fuzis) M-16, preparados e carregados. Estes homens sabem atirar para matar, têm a disposição para fazer isto e espero que o façam se for preciso", assinalou.
O coronel Henry Whitehorn, da polícia estadual da Louisiana, disse que as condições de segurança em Nova Orleans são "ruins", mas estimou que a situação está se "estabilizando" em torno do estádio "Superdome" e no centro financeiro da cidade.
Whitehorn admitiu que vários policiais que perderam tudo na inundação de Nova Orleans entregaram seus distintivos para não reprimir os saques.
As operações de evacuação de Nova Orleans, onde ainda permanecem quase 200 mil pessoas isoladas, têm sido dificultadas pela violência de bandos armados.
Várias testemunhas disseram que o estádio Superdome, que deveria servir de refúgio para os desabrigados, se transformou em um verdadeiro campo de concentração, com saqueadores e estupradores aproveitando o caos para agir livremente.
Muitos refugiados que esperavam hoje por sua transferência para outro estádio, em Houston (Texas), qualificaram de inferno o que viveram no Superdome, onde passaram quatro dias sem comida adequada, água e serviços sanitários, além da total falta de segurança durante a noite.
"Teve gente violentada aqui; pessoas foram assassinadas. Tivemos muitos distúrbios" dentro deste estádio, disse um policial.
AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.