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 Pregador sugere na TV que EUA assassinem Chávez
23 de agosto de 2005 02h14 atualizado em 24 de agosto de 2005 às 10h40

O pregador Pat Robertson, ex-candidato presidencial americano, advogou por expulsar do poder o presidente venezuelano, Hugo Chávez, a quem classificou de "inquestionável e terrível perigo". Em seu programa na emissora CBN, Robertson alertou para o risco de uma intervenção americana para derrubar do poder o governante venezuelano e deu margem a interpretações de que estaria sugerindo o assassinato de Chávez. A retirada do líder venezuelano do poder, disse ele, seria uma alternativa que não poria em risco os embarques de petróleo do país sul-americano.

A Venezuela é a quinto maior exportador mundial de petróleo e um dos principais fornecedores dos Estados Unidos.

Após acusar o governante de destruir a economia venezuelana mediante a "infiltração comunista e o extremismo muçulmano", o telepregador assegurou que para acabar com seu governo não era preciso "empreender outra guerra de U$200 bilhões".

O ex-candidato presidencial lamentou que o Departamento de Estado americano não tenha feito "completamente nada" quando o "golpe popular o tirou durante 48 horas do poder".

Chávez, que mantém uma relação de amizade com o presidente cubano Fidel Castro, é um dos mais ácidos críticos do presidente dos Estados Unidos George W. Bush. Em diversas intervenções nos últimos meses, afirmou que o governo dos EUA conspira para derrubá-lo. A acusação foi classificada como "ridícula" por Washington.

EFE
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