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 Koizumi reafirma compromisso com o desarmamento nuclear
05 de agosto de 2005 22h34 atualizado às 23h39

O primeiro-ministro do Japão, Junichiro Koizumi, reafirmou neste sábado o compromisso de seu país com a paz e o desarmamento nuclear, durante a cerimônia do 60º aniversário do bombardeio nuclear de Hiroshima.

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    "Estamos determinados da maneira mais enérgica a não repetir a tragédia que ocorreu em Hiroshima e Nagasaki", afirmou Koizumi, ao discursar para as cerca de 55 mil pessoas reunidas no Parque da Paz da primeira cidade a ser arrasada por uma bomba atômica, em 6 de agosto de 1945. Após a Segunda Guerra, disse Koizumi, "Hiroshima se transformou em uma cidade da paz e da cultura".

    Segundo o primeiro-ministro nipônico, o "Japão segue comprometido com sua Constituição pacífica e os três princípios não nucleares", em alusão à não produção e à proibição da entrada desses artefatos no país.

    A referência de Koizumi à Constituição japonesa de 1947, estabelecida sob a supervisão dos Estados Unidos, contrasta com seus constantes alertas nos últimos meses para a necessidade de se realizar emendas na Carta Magna, precisamente para reforçar a capacidade de resposta militar nipônica.

    A Constituição japonesa renuncia de maneira expressa ao uso da força para resolver conflitos internacionais, e à posse de um Exército, apesar de as atuais forças de autodefesa funcionarem como tal.

    Koizumi previu um futuro no qual o Japão liderará as iniciativas da comunidade internacional para a construção de um mundo livre de armas nucleares, com a destruição dos arsenais já existentes.

    Esta semana, o Japão anunciou que irá apresentar um projeto de resolução na Assembléia Geral da ONU, órgão que também recordará a destruição atômica de Hiroshima e Nagasaki há 60 anos.

    A proposta japonesa revisará o projeto de resolução que Tóquio envia anualmente à Assembléia Geral da ONU e reforçará a prioridade do restabelecimento da confiança no Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP).

    A intenção do Governo japonês é apresentar a minuta da resolução à ONU até o início de outubro, após consultar vários países, entre eles a União Européia, em busca de apoio para a iniciativa.

  • EFE
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