O locutor, que trabalhava para a emissora local DXMD, voltava de motocicleta para casa quando foi detido em uma estrada de Pulongmulok, cerca de mil quilômetros ao sul de Manila. Ele estava acompanhado da namorada. O chefe da polícia da província, Danilo Mangila, afirmou que "o jornalista morreu por causa dos ferimentos que recebeu, enquanto sua companheira ficou gravemente ferida".
Mangila acrescentou que o assassinato do jornalista pode estar relacionado com seu trabalho, mas "investigamos todos os aspectos do fato". O oficial ressaltou que, por meio de seu programa Tingog Barangay(A Voz do Povo), Morales fez uma campanha contra as drogas, além de fortes críticas contra funcionários municipais supostamente envolvidos no narcotráfico.
A União Nacional de Jornalistas Filipinos (NUJP) condenou o assassinato de Morales que, segundo o agrupamento, revela "a situação perigosa enfrentada pelos jornalistas nas Filipinas".
Em comunicado emitido após a morte do locutor, a NUJP pediu às autoridades que investiguem o incidente e aos jornalistas filipinos que se unam e lutem contra as tentativas de silenciar os meios de comunicação.
Em 2004, de treze comunicadores foram assassinados no país, o que transformou as Filipinas no país mais perigoso do mundo para exercer o jornalismo, segundo o Comitê de Proteção dos Jornalistas, sediado em Nova York.
Desde que a democracia foi restaurada, em 1986, 69 jornalistas foram assassinados, sem punição para os culpados.
A maioria das vítimas denunciaram casos de corrupção nas administrações municipais e provinciais e delitos relacionados ao tráfico de drogas.
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