Em sua primeira reação aos resultados contrários ao Tratado europeu na França, o primeiro-ministro holandês Jan Peter Balkenende disse que "o processo de ratificação segue adiante" apesar da rejeição da França. A Holanda realiza o plebiscito na próxima quarta-feira.
O chanceler alemão, Gerhard Schröder, disse que a vitória do 'não' no plebiscito francês sobre a Constituição Européia é um golpe, "mas não o final do processo constitucional, nem da associação franco-alemã".
Em comunicado divulgado pela Chancelaria depois de falar por telefone com o presidente francês, Jacques Chirac, o chanceler diz que é preciso analisar a situação na próxima cúpula européia e, de qualquer forma, seguir com o processo de ratificação.
O ministro britânico de Exteriores, Jack Straw, afirmou que a rejeição francesa à Constituição da União Européia suscita "grandes perguntas" sobre o futuro da Europa, mas acrescentou que seu governo respeita essa decisão. Em declaração feita em Londres, o titular de Exteriores pediu um "período de reflexão" com vistas à cúpula do Conselho Europeu, marcada para o próximo dia 16.
O chefe da diplomacia britânica ressaltou a intenção de seu governo de não ratificar o tratado da Constituição da UE sem consultar o país, ao mesmo tempo que reiterou seu apoio à Carta Magna. "Nossa opinião sempre foi a de que o tratado constitucional era um bom acordo para o Reino Unido e a União Européia", disse Straw.
Para o presidente dos socialistas europeus, Martin Schulz, os cidadãos franceses "disseram 'não' a Chirac e a Raffarin, mais do que à Constituição européia", mas "é preciso aceitar o que o povo expressou" com seu voto.
Já o presidente do Grupo Liberal Europeu, Graham Watson, afirmou que o resultado do plebiscito francês sobre a Constituição representa um retrocesso para a Europa e uma crise para a França. Watson assinalou no Parlamento Europeu que "cabe ao governo francês explicar que caminho vai seguir a partir de agora".
Depois de ressaltar que a rejeição francesa "não constitui uma crise para a Europa", um continente que "já conheceu outras muitas", Watson disse que "é preciso estudar o verdadeiro significado" do resultado eleitoral.
O presidente do Grupo Popular Europeu, Hans-Gert Poettering, ressaltou que está "em desacordo" com o resultado do plebiscito, mas afirmou que "o processo de ratificação deve continuar".
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