Francesa caminha entre cartazes contra e a favor da constituição européia |
Em seguida, foram abertos os colégios da Ilha de Guadalupe, onde, a participação era baixa. Os habitantes de Guiana, Martinica e Polinésia também votam hoje, assim como os franceses da América.
A medida, inaugurada nas eleições européias de 2004, tenta evitar que esses habitantes votem já sabendo o resultado na metrópole, o que poderia incentivar a abstenção.
Os adversários franceses da Constituição da União Européia mantêm a liderança nas pesquisas de opinião divulgadas hoje. Uma das pesquisas, no entanto, mostra que a vantagem caiu, o que dá alguma esperança aos defensores do "sim".
O lado do "sim", no qual está o presidente Jacques Chirac, diz que a vitória do "não" iria abortar a Constituição e enfraquecer a França na Europa. Os adversários dizem que o referendo pode levar a UE a fazer uma nova redação do tratado, a fim de melhorá-lo.
A pesquisa do Ifop mostra o "não" com 56% das intenções de voto. Mas outro levantamento, do CSA, atribui essa opção a 52% dos eleitores que já decidiram seu voto, uma queda de 3 pontos percentuais em relação a quinta-feira. Nessa mesma pesquisa, o apoio ao "sim" passou de 48% para 49% depois do apelo final de Chirac aos eleitores pela TV.
O objetivo da Constituição, a primeira do bloco, é facilitar e democratizar o processo decisório em uma UE que, em 2004, passou de 15 para 25 membros. É necessário que todos eles aprovem o tratado para que ele entre em vigor.
Há rumores de que, em caso de derrota, Chirac demitirá o primeiro-ministro Jean-Pierre Raffarin. O ministro do Interior, Dominique de Villepin, e o líder do partido governista UMP, Nicolas Sarkozy, são considerados os favoritos em uma eventual sucessão.
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