O vice-primeiro-ministro Lal Krishna Advani atribuiu o ataque a inimigos do país e disse que há quatro crianças e seis mulheres entre as vítimas. Gujarat ainda se recupera dos confrontos de fevereiro e março entre hindus e muçulmanos, que deixaram pelo menos mil mortos (a maioria seguidores do islamismo) no pior confronto entre as duas comunidades em uma década.
A polícia disse que o ataque de hoje já provoca tensão em Ahmedabad, principal cidade do Estado. "As pessoas temem que algo vá acontecer durante a noite", disse o agente K.K. Mysorewala. Para evitar tumultos, o governo reforçou o policiamento em todo o país.
O grupo radical hindu Vishwa Hindu Parishad, ligado ao partido governista Bharatiya Janata estuda convocar uma greve geral estadual ou nacional em protesto. Centenas de parentes das vítimas se concentraram em frente aos portões do templo, enquanto equipes de emergência retiravam mortos e feridos.
"Ouvi um grande barulho e depois disparos. Não sabia o que estava acontecendo. Então os guardiões do templo disseram que fôssemos para uma sala", disse Gurumukh Palwani, 40, que conseguiu deixar o local ileso com seus dois filhos.
Ele disse que havia cerca de 600 pessoas no local na hora do ataque, por volta de 16h30 (8h em Brasília).
O policial R.B. Rawal disse que eram três atiradores, com armas automáticas. O vice-primeiro-ministro deu a entender que suspeita do Paquistão, pois afirmou que o atentado tem relação com a Caxemira, região de maioria muçulmana reivindicada por Islamabad.
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