A polícia disse que mais de 70 pessoas ficaram feridas e outras cem podem estar presas dentro do templo de Akhsardham, em Gandhinagar, capital do Estado de Gujarat (oeste do país. Os atiradores abriram fogo indiscriminadamente dentro do templo de Akshardham. O presidente do partido Bharatiya Janata (BJP), atualmente no poder na Índia, disse que o ataque poderia ser obra de militantes frustrados com o sucesso das eleições na Caxemira indiana, com o objetivo de aumentar a tensão na região.
O vice-primeiro-ministro Lal Krishna Advani deu a entender que suspeita do Paquistão, pois afirmou que o atentado tem relação com a Caxemira, região de maioria muçulmana reivindicada por Islamabad.
"Os terroristas pró-Paquistão estão frustrados em Jammu e na Caxemira. A democracia indiana prevaleceu sobre o terrorismo paquistanês", disse Venkaiah Naidu, presidente do BJP. "O ataque é uma conspiração para criar distúrbios no tecido social da pacífica sociedade de Gujarat. Poderia ser uma retaliação terrorista por causa da decepção com sua derrota na Caxemira."
Em fevereiro e março, Gujarat foi atingida pela pior onda de violência religiosa na Índia em uma década depois que 59 hindus foram queimados vivos por uma multidão de muçulmanos. As represálias levaram à morte de cerca de mil pessoas, a maioria muçulmana.
Reuters - Reuters Limited - todos os direitos reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.