Suíça critica extremismo ao lembrar fim da guerra

08 de maio de 2005 • 09h45 • atualizado às 09h45

O presidente da Suíça, Samuel Schimd, pediu neste domingo, na homenagem às vítimas da 2ª Guerra Mundial, que a população se oponha a toda forma de extremismo.

Em um discurso transmitido em cadeia nacional de rádio e televisão, Schmid lembrou "de todos aqueles que sacrificaram suas vidas para que as gerações seguintes pudessem viver em liberdade" e dos "seis milhões de judeus e outros seres humanos odiosamente assassinados nos campos de concentração".

Schimd mencionou o "enorme preço" pago pelos países que sofreram a agressão nazista e pelos povos cujos líderes desataram esse episódio de guerra.

O presidente também homenageou os veteranos mobilizados no país, que fizeram com que a nação se mantivesse "fiel a sua herança democrática de Estado de Direito durante o século XX", sobretudo perante a ameaça direta e os "planos de ataque" de Adolf Hitler, que considerava a Suíça "como o povo e a forma de Estado mais abjeta possível".

O presidente suíço também lembrou "dos capítulos difíceis" para a Suíça durante a guerra, particularmente o fechamento de suas fronteiras, decretado em 1942.

Apesar dessa medida, destacou, a Suíça se manteve fiel a sua tradição humanitária e acolheu centenas de milhares de refugiados.

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