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"Estamos organizando tudo relativo ao luto" pela morte de Rainier, indicaram as fontes, ao acrescentar que "por enquanto" ainda não foi estabelecido o período de luto que Mônaco viverá pela morte de seu soberano.
Em qualquer caso, os funerais se atrasarão "pelo menos uma semana", acrescentaram.
Rainier morreu às 6h35 (1h35 no horário de Brasília) no Hospital Cardio-torácico do Principado, vítima dos problemas broncopulmonares, cardíaco e renal que motivaram sua hospitalização, segundo seu gabinete. Rainier estava internado desde o dia 7 de março.
O ministro de Estado (primeiro-ministro) de Mônaco, Patrick Leclercq, anunciou oficialmente aos monegascos em uma solene declaração através da televisão de Montecarlo o falecimento do soberano, a quem rendeu "uma imensa homenagem" e de quem destacou seu trabalho durante mais de meio século à frente do Principado.
"Sua Vossa alteza Sereníssima o Príncipe Rainier III já não está conosco. Foi arrancado do afeto dos seus e de seu povo esta quarta-feira às 6h35", informou Leclercq enquanto se içavam a meio-mastro as bandeiras do Palácio de Mônaco.
Rainier III era o decano dos soberanos da Europa, com mais de 55 anos no cargo durante os quais impulsionou seu microestado mediterrâneo no mundo, com sua entrada nas Nações Unidas, em 1993, e no Conselho da Europa, em outubro passado, e o transformou em uma praça financeira internacional.
No último dia 31, o príncipe herdeiro, Albert, seu único filho homem, assumiu a regência, ante o "impedimento" do soberano para exercer suas funções, por causa de seu estado de saúde.
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