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Rainier de Mônaco morreu hoje, aos 81 anos, depois de quase 56 anos no cargo e após quase um mês de hospitalização devido a problemas broncopulmonares, cardíacos e renais.
"Seu valor e sua tenacidade frente a doença permanecerão para nós como um exemplo", assinalou o presidente francês, em sua missiva divulgada pelo Palácio do Eliseu.
"Com muita emoção e uma grande tristeza, soube do luto que acaba de atingi-lo, assim como a sua família e a sua comunidade", escreveu Chirac em sua mensagem a sua "Vossa alteza Serenísima" Alberto, a quem expressou suas mais sinceras condolências em nome próprio e do povo francês, e sua "amizade" nestas "dolorosas circunstâncias".
Assegurou ao príncipe que na "alta e nobre" tarefa que agora lhe incumbe, encontrará na França e nele mesmo "toda a amizade e a atenção que possa desejar para manter e reforçar os laços tão estreitos que unem nossos dois países".
Ao elogiar a figura do falecido soberano, Chirac assinalou que para a manutenção da "comunidade de interesses e sentimentos" e no "respeito desta 'exemplar associação', em palavras do general Charles de Gaulle", Rainier "terá permitido a seu país aceder a cena internacional".
Chirac também ressaltou que Rainier dotou Mônaco de "estruturas modernas preservando ao mesmo tempo os elementos tradicionais que, no passado, forjaram a originalidade monegasca".
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