Vaticano: estado de saúde do Papa é "muito grave"

31 de março de 2005 • 22h17 • atualizado às 22h17
Fiel acende vela na Praça São Pedro
Fiel acende vela na Praça São Pedro
31 de março de 2005
Reuters

Em comunicado à imprensa, o Vaticano informou nesta sexta-feira que a condição de saúde do papa João Paulo II é "muito grave". O pontífice teria sofrido um choque e falência cardiovascular na quinta-feira, como resultado do avanço de sua infecção urinária para um quadro de septicemia.

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    Segundo o porta-voz do Vaticano, Joaquin Navarro Valls, o Papa recebeu atendimento médico imediato vindo a se recuperar do choque. Na manhã desta sexta-feira, João Paulo II está "consciente, lúcido e tranqüilo", segundo o porta-voz. Ele participou de uma missa com seus assessores mais próximos às 6h (1h, horário de Brasília) desta sexta-feira, e decidiu por conta própria não ir para o hospital Gemelli, em Roma.

    Segundo Navarro Valls, ele também recebeu a extrema-unção. Essa não é a primeira vez que o Papa recebe o sacramento. A anterior foi em 13 de maio de 1981, dia em que ele foi baleado e quase morto em uma tentativa de assassinato na Praça São Pedro. O sacramento, que envolve a fricção de óleos especiais no enfermo, já foi chamado de "extrema-unção" ou "últimos ritos". Agora é conhecida como "unção dos enfermos".

    Os médicos continuam no terceiro andar do Palácio Apostólico Vaticano, onde o Papa tem seus aposentos privados, para controlar a todo momento a evolução do paciente.

    O apartamento no 10º andar do Hospital Gemelli, em Roma, está pronto para receber o Papa. Apesar de os médicos que assistem o Papa terem descartado uma internação e o Vaticano ter informado que ele passaria a noite em seus aposentos, a direção do centro médico colocou à disposição do Papa todo o necessário para atendê-lo de forma rápida e eficiente. O Papa dispõe de um apartamento exclusivo no Gemelli.

    João Paulo II, 84 anos, que sofre há mais de dez anos com o mal de Parkinson, foi hospitalizado duas vezes no mês de fevereiro por graves problemas respiratórios. No dia 24 de fevereiro, o Pontífice foi submetido a uma traqueostomia para favorecer a respiração. O Papa retornou ao Vaticano no dia 13 de março e desde então é atendido no palácio apostólico, onde foi criado um centro médico para seu tratamento.

  • Redação Terra
     
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