Os deslizes da dinastia dos Grimaldi

 Rainier com os pais Charlotte e Pierre e com a irmã, Antoinette, que teve três filhos antes de se casar  Foto: Divulgação
Rainier com os pais Charlotte e Pierre e com a irmã, Antoinette, que teve três filhos antes de se casar
26 de março de 2005
Foto: Divulgação

A dinastia dos Grimaldi domina Mônaco há mais de 700 anos, desde que, em 1297, o Sacro Império Romano-Germânico outorgou a nação à família genovesa. Atualmente, seus descendentes são conhecidos por comandar o segundo menor país do mundo e por garantirem o maior número de escândalos reais por metro quadrado. E as indiscrições não começaram com a geração da espevitada Stephanie, ela descende de uma longa linha de nobres que contrariaram as convenções.

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Um marido abandonado
Sem ir muito para trás na história podemos começar com o bisavô do príncipe Rainier, Albert I (1848- 1922), que se casou com Lady Mary Victoria Douglas-Hamilton (1850-1922) em 1869, com quem teve um filho um ano depois. O conto de fadas acabou quando a jovem escocesa de 20 anos, afirmando não gostar de Mônaco, foi embora levando consigo o pequeno herdeiro do principado, Louis (1870-1949).

O casamento seria anulado em 1880 e um ano depois Louis, aos 11 anos, foi viver com o pai que nunca mais vira para começar a aprender seus deveres reais. Vivendo com um homem frio e distante o jovem fez de tudo para se afastar e antes dos 20 anos se uniu à Legião Estrangeira para lutar nas colônias da França na África.

Uma princesa ilegítima
Na Argélia, o herdeiro do trono monegasco conheceu e se apaixonou por Marie Juliette Louvet (1867 - 1930), uma cantora de cabaré divorciada e mãe de dois filhos. Obviamente Albert I negou a permissão para o casamento e a filha do casal, Charlotte Louise Juliette (1898-1977), foi considerada ilegítima.

Louis ficou no exército por dez anos (chegando a ganhar a cruz da Legião de Honra), até que voltou para casa em 1908, deixando para trás a companheira e a filha. Sem nunca ter se casado oficialmente, ele provocava uma crise em torno da sucessão já que não tinha herdeiros diretos. Sem opções, seu pai aceitou que a neta bastarda, Charlotte, fosse reconhecida afastando a possibilidade de que o trono passasse às mãos do duque de Urach, um primo distante dos Grimaldi.

Em 1922, Albert I morreu deixando o trono para Louis, que foi coroado como Louis II. O príncipe viveria sozinho até 1946, quando se casou com Ghislaine Marie Françoise Dommanget (1900-1991).

Uma herdeira infeliz
Em 1920 o casamento da herdeira de Louis é acertado com o conde Pierre Marie Xavier Raphael Antoine Melchior de Polignac. Como uma mulher Grimaldi só poderia subir ao trono se seu marido também fosse um Grimaldi, ele se torna o príncipe Pierre Grimaldi no dia 18 de março, um dia antes da cerimônia nupcial.

O casamento infeliz e arranjado acabou depois de dez anos e dois filhos Antoinette (1920) e Rainier (1923). Sem desejar envolvimento com a monarquia, Charlotte deixa os filhos com o pai e se muda para Paris, onde estuda serviço social e se envolve no trabalho em um centro de reabilitação de ex-viciados em drogas. A princesa morreria em seu auto-exílio francês em 1977.

Escândalos na corte
Ao contrário do que você possa pensar lendo este subtítulo não falaremos agora da filha caçula de Rainier, mas sim de sua irmã mais velha. A princesa Antoinette de Mônaco teve três filhos antes de se casar. Elisabeth-Anne (1947), Christian (1949) e Christine (1951-1989) são seus filhos com seu amante Alexandre-Athanase Noghès, um magnata da indústria do cigarro. As três crianças foram legitimadas pelo casamento dos pais em 1951.

Três anos depois o casal se separou. Sete anos depois, Antoinette se casava com Jean-Charles Rey, de quem se separou em 1973. Em 1983, ela se casaria pela terceira vez. Desta vez o noivo era John Gilpin, um famoso bailarino de balé britânico, que morreria apenas dois meses depois das bodas.

Caroline, Albert e Stephanie, a "enfant terrible"
Os filhos do príncipe Rainier III não negaram a sua descendência e tumultuaram a vida do monarca com escândalos ligados à sua vida pessoal, especialmente a caçula Stephanie, chamada de ¿enfant terrible¿. Os inúmeros relacionamentos de Stepanhie fizeram com que ela ilustrasse freqüentemente as capas de revistas sobre celebridades.

Stephanie chocou o principado ao assumir romance com o guarda-costas Daniel Ducruet, com que ela teve dois filhos. O casamento dos dois acabou com a escandalosa publicação de fotos de Ducret ao lado da Miss Nudez Bélgica.

Solteira, ela teve um terceiro filho, Camille Marie Kelly, cuja paternidade nunca foi revelada pela princesa. Os últimos relacionamentos escandalosos foram Franco Knie, um treinador de elefantes de um circo suíço, e Adans Lopez Peres, trapezista no mesmo circo.

Caroline, a filha mais velha, é considerada a mais estável. Entretanto o terceiro e atual marido, o príncipe de Hanover recolocou a família real de Mônaco nas manchetes dos tablóides ao enfrentar processos por agressões e mau comportamento. Já Albert, o herdeiro legítimo, já foi tachado de homossexual inúmeras vezes pela imprensa sensacionalista por manter-se solteiro aos 46 anos.

Redação Terra
 
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