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Bush minimiza importância de retirada italiana do Iraque

16 de março de 2005 12h31

Bush responde a perguntas de jornalistas. Foto: Reuters

Bush responde a perguntas de jornalistas
Foto: Reuters

O presidente dos EUA, George W. Bush, minimizou hoje a importância da saída parcial italiana do Iraque. Durante uma entrevista coletiva sobre o Iraque, Oriente Médio e o novo presidente do Banco Mundial, Bush disse que a coalizão no Iraque "não está se desintegrando", mas reconheceu que existe ansiedade entre os países que a integram sobre quando os iraquianos poderão se defender.

Bush revelou que conversou nas últimas horas com o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, e que foi o governante italiano que falou da saída parcial de suas tropas, que começará em setembro. Berlusconi, afirmou Bush, deu garantias de que a retirada acontecerá de acordo com as possibilidades de defesa do Iraque.

O presidente dos EUA se mostrou compreensivo diante do desejo de vários países membros da coalizão de deixar o país. "Eles vão ficar ansiosos para se retirar à medida que os iraquianos forem adquirindo a capacidade de se defender", disse Bush, que não quis fazer um prognóstico para a saída das tropas americanas.

Bush ressaltou ainda que acredita que estão sendo feitos muitos avanços no Iraque. "Fizemos avanços incríveis graças à coragem das pessoas iraquianas. Progressos foram feitos, eu vejo entusiasmo tomando conta do Iraque", afirmou.

O presidente propôs seu atual subsecretário da Defesa, Paul Wolfowitz, como candidato ao cargo de presidente do Banco Mundial. Bush também se manifestou preocupado com a alta dos preços da energia e pediu mais uma vez ao Congresso que adote seu plano energético para aumentar a oferta.

Os Estados Unidos têm 150 mil soldados no Iraque, enquanto os outros treze membros da coalizão têm em torno de 22 mil militares. Berlusconi anunciou em um programa de televisão ontem a retirada parcial do contingente italiano, que com 3,3 mil soldados, é o quarto maior no Iraque, depois do americano, do britânico e do sul-coreano.

Redação Terra