"Dizemos àqueles cujo poderio foi humilhado no Iraque e dizemos à Itália, o adorador da cruz, que vamos continuar a disparar balas contra vocês", disse a Organização da Al-Qaeda para a Guerra Santa no Iraque, liderada pelo militante jordaniano Abu Musab Al-Zarqawi.
"Quanto mais tempo a Itália permanecer no Iraque, maiores serão suas perdas", disse o líder do grupo em um comunicado colocado nos sites usados pelos militantes islâmicos. O texto não pôde ser verificado de forma independente. "A Jihad (guerra santa) começou a render frutos", completa.
O premier italiano Silvio Berlusconi, um dos mais fiéis aliados do presidente norte-americano George W. Bush, disse ontem que Roma iria começar a retirar suas tropas do Iraque em setembro. Berlusconi disse que estava negociando com o primeiro-ministro britânico Tony Blair sobre uma estratégia de saída total do Iraque, acrescentando que o povo em ambos os países queriam que seus soldados voltassem para casa.
Os insurgentes iraquianos explodiram o QG das forças italianas na cidade de Nassíria, no sul do país, em 2003, matando 19 italianos. Apesar da forte oposição interna, Berlusconi enviou cerca de 3 mil soldados ao Iraque, o quarto maior contingente estrangeiro depois dos EUA, da Grã-Bretanha e das forças sul-coreanas.

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