Inclusive, os russos que se opõem a uma operação militar dos Estados Unidos contra os países onde os americanos vêem bases terroristas, isto é Iraque, Líbia, Somália, são duas vezes mais numerosos (53%) do que os que são a favor (26%).
De acordo com a mesma pesquisa, realizada entre 21 e 27 de agosto com 1.600 pessoas de toda a Rússia, a primeira razão pela qual os russos explicam a operação americana no Afeganistão é "o desejo de mostrar que são os donos do mundo" (22%).
Em seguida aparecem "a vingança" (20%) e "a vontade de sustentar o prestígio dos Estados Unidos aos olhos do mundo" (16%). Só 15%, isto é, menos de um russo sobre seis, citam "a necessidade de destruir as bases terroristas", 11% "a vontade de garantir a presença militar americana na Ásia Central" e 6% "a vontade de sustentar o prestígio do presidente dos EUA, George W. Bush, entre os americanos".
Isto não impede que os Estados Unidos se beneficiem de uma boa imagem geral entre os russos. Em agosto passado, 67% dos russos diziam ter "ótima" ou "boa" opinião do país americano. Desta maneira se situaram quase no nível de agosto de 2001 (73%) após a queda vertical registrada em março passado (48%) depois dos Jogos Olímpicos de Salt Lake City (Estados Unidos), onde os conflitos em relação a centenas de medalhas foram percebidos na Rússia como um "complô americano".
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