"O secretário pessoal do Papa nos disse que as condições de saúde do Pontífice estão melhorando continuamente e que é possível que João Paulo II receba alta na segunda ou na terça-feira", afirmou Nitschke à imprensa presente no hospital romano.
Já o porta-voz do Vaticano, Joaquín Navarro Valls, informou hoje apenas que as poucas palavras pronunciadas ontem por João Paulo II foram as primeiras em público, mas o líder da Igreja Católica já fala há alguns dias com seus colaboradores.
"Há vários dias que fala com seus colaboradores, mas estas palavras de ontem (sexta-feira)" foram as primeiras em público, disse Navarro Valls, depois de sua visita diária ao hospital da Policlínica Gemelli, onde o Papa está internado em Roma. "Tudo está normal", acrescentou o porta-voz, ao abordar o estado de saúde do Sumo Pontífice, 84 anos, hospitalizado desde 24 de fevereiro por problemas respiratórios e que sofreu uma traqueostomia que o impediu provisoriamente de falar.
O Vaticano divulgou ontem um vídeo em que o Santo Padre aparece pela primeira vez rezando em voz alta desde que foi realizada a intervenção cirúrgica em sua garganta. João Paulo II pronunciou com dificuldade, com voz rouca e fraca, algumas palavras de bênção e depois abençoou alguns bispos da Tanzânia que o visitaram no hospital.
O cardeal alemão Joseph Ratzinger foi o primeiro a anunciar em 1º de março que o Papa tinha voltado a falar, acrescentando que o chefe católico havia conversado com ele "em alemão e italiano". A divulgação das primeiras palavras públicas do Papa sugere que ele poderia fazer um curto pronunciamento amanhã durante a oração do Angelus. Nos dois últimos domingos, João Paulo II apareceu na janela de seu quarto no hospital para abençoar os fiéis, mas em silêncio.
Na manhã de hoje, cerca de 30 peregrinos poloneses, provenientes de Wadowice, cidade natal de João Paulo II, rezaram e cantaram no pátio do hospital da capital italiana.
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